Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
O MAPA

 

 

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta
moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Livro : Apontamentos de História Sobrenatural

Mario Quintana


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Publicado por Clementine às 14:05
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...

 

_Sempre acreditei que o medo pertencia aos outros... aos mais fracos... até acontecer a mim. Quando nos atinge, apercebemo-nos de que sempre lá esteve, esperando sob a superfície de tudo o que amámos. A pele arrepia-se, o coração oprime-se e, então, olhamos para a pessoa que fomos outrora, descendo a rua, e preguntamo-nos se alguma vez tornaremos a ser essa pessoa. (Erica)




_De cada vez que algo que amamos desaparece, morre um pedaço de nós. (Erica)




_Há muitas maneiras de morrer, mas é preciso decidir uma forma de viver. Isso, sim, é o mais difícil. (Josai)




_É esmagador descobrir que há um estranho dentro de nós, um estranho que usa os nossos braços, as nossas pernas, os nossos olhos. Que nunca descansa e continua a respirar, a comer, a... viver. (Erica)




- (...) no meu trabalho não faço nada "per bene".
- Antes fazia.
- Cresci.
(Jackie/Mercer)




- Como se consegue superar?
- Não se consegue (...) tornamo-nos outra pessoa... um estranho.
(Mercer/Erica)


**The Brave One - Valente **


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Publicado por Clementine às 13:35
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** Magnolia **

 

 

 

 

Um filme complexo onde nove histórias de nove diferentes pessoas, aparentemente desconhecidas entre si, acabam cruzando-se em um dia qualquer no vale de San Fernando, na Califórnia. Contando com um elenco estelar, o filme tem um clímax extremamente intenso e arrebatador, onde tudo se conecta de forma perfeita.


Magnólia é um filme difícil de resumir. Certamente merece e deve ser visto mais de uma vez, até mesmo para se degustar todos os detalhes de suas várias histórias. Depois de assisti-lo três vezes, concluí que o verdadeiro tema do filme é o poder da culpa e do arrependimento na vida de pessoas comuns. A corrosão da alma e a necessidade do perdão para alguns personagens é tanta, que a morte surge como único e tardio alívio. O personagem de Jason Robards é o símbolo desta mensagem. É dela uma das melhores frases do filme: "A vida não é curta. Ao contrário, a vida é muito longa".

 

 Nota 10 > Amei o filme ,os personagens de Magnólia são assim. Vivem fugindo de alguma coisa que os persegue persegue persegue até que, num momento de sublime percepção descobrem: estão fugindo de si mesmos. O filme é uma prisão cinematográfica. Seus personagens se esbarram, se relacionam, se misturam, se amam e se odeiam, mas são incapazes de apagar seus erros, e o passado. Sublime!!!

"O passado saldou suas contas conosco, mas nós não o deixamos para trás"

Indicado a 3 Oscars...




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No Play: Trilha Sonora do filme,oscar 1999 > Wise Up: Aimee Mann

Publicado por Clementine às 12:33
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Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito
Livro : "Verba Testamentária"

Machado de Assis


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Publicado por Clementine às 12:26
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..::Vento No Litoral::..

 

De tarde quero descansar
Chegar
até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...

Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...

Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...

E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei, olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

** Legião Urbana **


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Publicado por Clementine às 11:32
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..:: Ser Marginal ::..
 

 

Ser marginal. Não ser fora-da-lei por desprezo da norma comum. Por amoralidade, miserabilismo, ou abjecção. Ser apenas do lado da vida em que não passa muita gente, se é quase anónimo, fora do alvo que é visado pela notoriedade, curiosidade pública, grande reputação. Ser em humildade, na discrição de nós, na curta dimensão de nós. Não é por comodismo, orgulhosa modéstia, ressentimento. Não por nada disso ou outras coisas disso, mas só para nos não perdermos de nós, não nos esbanjarmos na invasão da dissipação alheia. Não por nada disso mas só pela economia do pouco que nos pertence e mal dá para abastecer uma vida. Ser marginal - sê marginal. Afecta a ti próprio o espaço que é para ti e para ti te foi dado. Na intimidade de ti, na reserva de ti, na pobreza de ti. O mais que viesse e te invadisse o teu espaço, que é que te dava? A ampliação do teu rumor na amplificação alheia dele, seria alheio e não teu. A tua voz é breve, não a amplies ao que não é. E o teu pensar, o teu sentir, o teu ser. Não os sejas mais do que és. E então verdadeiramente serás.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'


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Publicado por Clementine às 11:24
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
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"Contudo, todos nós precisamos de fuga. As horas são longas e têm de ser preenchidas de algum modo até nossa morte. E simplesmente não há muita glória e sensação para ajudar. Tudo logo se torna chato e mortal. Acordamos pela manhã, jogamos o para fora da cama, colocamo-los no chão e pensamos :ah merda, e agora?"

Bukowski - Hollywood



Publicado por Clementine às 15:56
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
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No Play: Life is a Cabaret - Liza Minnelli

Publicado por Clementine às 20:26
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..::Down em mim::..

                                                                                                                                         

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Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down

**Cazuza**                                                                                                 


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Publicado por Clementine às 13:19
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
**Say Anything - Digam o que Quiserem**
 
 
 

 John Cusack é o pós-adolescente perdido. Sem rumo e sem direção. Não pensa em fazer faculdade. Quer apenas viver. E se apaixona pela menina estudiosa do colégio. Uma história que todo mundo já viu em vários e vários filmes. Mas que nesse ganha contornos de proximidade, de identidade. Cusack é você, que é um cara ou uma garota legal. Que tem amigos daquele jeito, capazes de passar horas falando bobagem e capazes de, com uma única frase, mudar a sua vida. Nunca é brilhante, nem pretende. E precisa? "Digam o que Quiserem" é um filme adolescente, no que os filmes de adolescente têm de melhor: é puro e espontâneo.

 

 Nota 9 > Assisti esse filme no corujão!!! dormi feliz pq além de amar o John Cusack e o Diretor Cameron Crowe (de Vannila Sky)! o filme é bem leve e gostoso de assistir!!!
A cena do radio é muito bonitinha!!! nota que Cusack estava realmente apaixonado pela atriz Ione Skye durante as filmagens!!!

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No Play: Música Tema do Filme >> In Your Eyes - Peter Gabriel

Publicado por Clementine às 19:47
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  Estação Café...